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22/10/2009 - Máquinas New Holland dão show de agilidade no Grande Prêmio Brasil

A RBR do piloto australiano Mark Webber ganhou a corrida no Brasil. A Brawn e o inglês Jenson Button também levaram o campeonato mundial aqui. Mas outras máquinas também tiveram seu dia de fama na pista de Interlagos: os manipuladores telescópicos M428, que trabalharam pesado na caótica e disputada prova do Brasil.

Batidas na largada, uma Ferrari pegando fogo nos boxes e muitos carros indo para fora da pista. Os diversos incidentes ocorridos na prova brasileira de Fórmula 1 no dia 18 de outubro exigiram trabalho constante dos M428.
Logo no início da prova, na curva do Laranjinha, o carro do alemão Adrian Sutil, da Force India, se descontrolou e acertou a Toyota do italiano Jarno Trulli. O acidente, que causou a briga dos pilotos, fez o manipulador telescópico entrar em cena, retirando os dois carros da pista mais o do espanhol Fernando Alonso, também envolvido no incidente.
O especialista de marketing da New Holland, Nicola Darpino, estava no comando do M428 nesse momento e se emocionou com o resgate. “Desde pequeno eu sou apaixonado por automobilismo. Foi uma das maiores doses de adrenalinas em minha vida”, revela.
Na 31ª volta, outro incidente acionou o manipulador telescópico. O japonês Nakajima tocou o carro do compatriota Kobayashi, perdeu o controle e atravessou a pista. O piloto bateu forte na barreira de pneus e abandonou a prova, deixando o M428 pilotado por Antonio Vaz, do departamento de qualidade da New Holland, cuidar da remoção.
Mas não foi apenas na corrida que os M428 entraram em ação. A intensa chuva que atingiu a cidade de São Paulo também prejudicou algumas sessões de treinos livres para o Grande Prêmio Brasil.
O primeiro resgate da equipe New Holland foi feito pela especialista de marketing Flávio Soares no treino de sexta-feira, quando ele e o M428 entraram na pista para retirar a Toro Rosso do piloto suíço Sébastien Buemi. “Foi um serviço tranqüilo. Apesar de que o carro ficou muito danificado, inclusive com o pneu pendurado, foi bastante ágil a operação”, explica.

Direto no caminhão

Marcos Roberto dos Santos Rocha, supervisor de qualidade da New Holland, teve trabalho com a Renault do francês Romain Grosjean no último treino de classificação, que bateu forte. “Subi por fora da pista, entrei, resgatei e coloquei o carro no caminhão em menos de um minuto. Fiquei impressionado com a performance do telehandler. Foi a primeira vez no Brasil que um carro foi colocado direto no caminhão sem a ajuda do munk (braço hidráulico) do próprio caminhão. Além disso, tive que sair correndo em um terreno molhado, fofo, mas a transmissão 4x4 da nossa máquina fez com que ela não hesitasse um único momento no resgate” explica Marcos.
A participação de Giancarlo Fisichella no treino de classificação durou pouco mais de três minutos. Logo depois de tirar sua Ferrari dos boxes, ainda na primeira parte da sessão, ele rodou na Curva do Sol. "Sofri uma aquaplanagem e rodei em uma curva de baixa velocidade. Depois o carro apagou e não teve mais jeito", contou o italiano.
Paulo Cassimiro, da área comercial da New Holland e piloto do M428 na ocasião, foi quem retirou o carro de Fisichella. “Foi uma experiência única que irei guardar comigo. Nossa participação no Grande Prêmio Brasil foi muito intensa e certamente teve grande resultados para nossa imagem”, diz. Paulo também resgatou um carro da Force India no treino de sábado durante a forte chuva em Interlagos. O piloto Vitantonio Liuzzi passou direto no “S” do Senna batendo fortemente na proteção de pneus. Foi uma das piores batidas ocorridas durante os treinos, pois as rodas chegaram a soltar com a quebra do eixo.